Pedagogia

Ser pedagogo é estar num constante e eterno aprender.

7 de fev de 2012

Medo e Humildade: novos caminhos

                   Medo e Humildade: novos caminhos

    Ao fazer a leitura do livro “QUAL É A TUA OBRA”,  de Mario Sergio Cortella (Filósofo, com mestrado e doutorado em Educação pela PUC-SP) fui conduzida a refletir sobre sentimento e a forma como lidamos com ele.
    Sendo que o ‘medo’ é um sentimento que particularmente me rodeia sempre que vou realizar uma tarefa ou até mesmo tomar atitudes ou decisões. O medo sempre circula em meu entorno, por mais que eu acredite que determinada tarefa esteja correta tal sentimento me deixa repleta de incertezas. Certa vez meu marido em conversa me disse: ‘tens que ser mais segura, não temas o erro, errar é humano, e não tem aquele que por algum motivo ou outro não tenha errado um dia’. Mas mesmo assim eu continuava não aceitando a oportunidade de cometer um erro, preferia não arriscar para não errar.
    E a leitura reflexiva de CORTELLA me permitiu refletir a cerca de mim mesma com relação a este medo tornando-me assim mais aliviada.
    O medo, a dúvida a humildade de reconhecer nossas incertezas e que somos eternos aprendizes nos conduzem a novos caminhos e “ ser capaz de arriscar é uma das coisas mais inteligentes para mudar” (CORDELLA, 2008:29). Aquele que não agrega humildade a seus valores acaba por não disponibilizar a capacidade de buscar novas descobertas, pois pensa que seu conhecimento já está pronto e acabado, e tal atitude não se faz mais relevante em nossa sociedade que se encontra em constante construção de novos saberes descobrindo assim grandes potenciais.
    Desta forma a coragem de enfrentar o medo diante das inovações educacionais nos permite ser audaciosos que segundo Immanuel Kant: “Avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar”, de maneira que suportar nos conduz a continuar e não ficamos estagnados diante do que para nós é algo novo.
    Contudo, ter a capacidade de sermos humildes nos fornece a oportunidade de conhecer o outro de forma integra compartilhando saberes, experiências e relações preservando assim a dignidade do outro e a nossa própria atitude, tal atitude nos permite ser éticos.

REFERÊNCIA
CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. 5°ed. Petrópolis, RJ. Ed. Vozes. 2008

2 de fev de 2012

Oxi a Euforia Letal

ALERTANDO A COMUNIDADE
JAGUARÃO / RS


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OXI A EUFORIA LETAL
Roteiro de Marcia Passos Tuche
Junho / 2011

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Texto:”Oxi a euforia letal”

Imagens: Neste vídeo serão utilizadas fotos de drogas, do corpo humano, imagens de órgãos do corpo humano, fotos de pessoas que usam oxi (o rosto não será mostrado nitidamente), um mapa com área de fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru.

 – OXI E SUA ORIGEM– TARDE (14:00hs)

Imagens: Nesta cena será apresentado um mapa com Regiões de fronteira e um mapa do Brasil para identificação dos Estados onde a droga em questão foi encontrada.


Esta produção surge da necessidade de alertar a população sobre a mais nova e barata droga que se infiltrou no Brasil, toda sociedade deve ser conscientizada dos malefícios causados por esta droga. Mas para isso, vamos começar esclarecendo de onde veio esta droga, que assim como outras podem chegar à sociedade Jaguarense. Oxi partiu da Bolívia e do Peru infiltrando-se no Brasil pelo Estado do Acre



 – OXI E SUA COMPOSIÇÃO– TARDE (15:00 hs)

Imagens:  Nesta cena será mostrado uma foto de pedra de OXI


O nome OXI vem da palavra oxidação, e trata-se de uma droga composta com a pasta base extraídas das folhas de coca, onde os traficantes para torná-la barata adicionam querosene, ácido sulfúrico, cal virgem, soda cáustica e, até mesmo, ácido de bateria. Não precisa ser químico para desenvolver esta droga, desta forma, muito em breve chegarão cada vez mais notícias de OXI aos nossos ouvidos.



 – OXI E SOCIEDADE– TARDE (14:00hs)

Imagens:  Nesta cena serão mostradas fotos de usuários de OXI ( o rosto das pessoas não terá nitidez)


Toda droga ilícita pode ser comparada a moda, sendo que passa uma e vem a outra, atualmente temos uma epidemia de crack, onde crianças e jovens são as maiores vítimas. Mas agora nos deparamos com um novo monstro chamado OXI, que por onde passou atingiu a todas as classes sociais, mas principalmente as famílias de baixa renda. Não podemos deixar que esta droga chegue a nossa sociedade sem alertar a população. Nossas crianças devem estar atentas aos malefícios causados pelo OXI, para que este não se torne mais uma epidemia como o crack. Portanto, assim como educadores, não podemos ficar parados assistindo passivamente o que vai acontecer.


– OXI E SUAS CONSEQUÊNCIAS– TARDE (14:00 hs)

Imagens:  Nesta cena será mostrada a foto de um fígado destruído pelo OXI


Esta droga causa mais euforia e ânimo que o crack, mas esta euforia só é sentida durante o consumo da pedra queimada através de cachimbos, esta euforia dura aproximadamente 15 min. Logo em seguida vem a paranóia e o medo e para prolongar o “barato” o sujeito ingere bebida alcoólica. Ou seja, leva a pessoa ao alcoolismo. Para poder manter a “fissura” os usuários cometem roubos e entregam-se à prostituição, o que permite o alastramento das doenças sexualmente transmissíveis. O uso desta droga provoca lesões irreversíveis nos seguintes órgãos: fígado (incapacidade hepática), rins (perdem a capacidade de filtrar o sangue), lesões cerebrais (psicose, AVC, morte dos neurônios), necrose no esôfago, queimaduras nos lábios, coração (infarto), pulmões (tosse com sangue, queimaduras de tecidos e edemas) e no estômago (infecções, úlceras e isquemias gastrointestinais)



– OXI E REGIÕES– TARDE (14:00hs)

Imagens:  Nesta cena será mostrado um mapa do Brasil.


Esta droga inicialmente chegou ao Estado do Acre que faz divisa com o Peru e a Bolívia, alastrando-se pela região Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste, Paraná e Rio grande do Sul (Porto Alegre). Estima-se que os usuários estejam usando OXI até mesmo sem saber.



 – OXI E CRACK– TARDE (14:00hs)

Imagens:  Esta cena contém foto de crack e foto de OXI


A diferença entre estas duas drogas esta em sua composição e em sua reação, pois o crack é composto de bicarbonato e amoníaco ao cloridrato de cocaína, e OXI leva em sua composição desde cal virgem, querosene e até mesmo substancias mais nocivas como ácido de bateria ou soda cáustica que saem mais barato para o traficante. Assim o OXI é mais barato e produz no sujeito que consome uma sensação de euforia mais forte e segundo Dr. Varella “a ausência completa de campanhas de esclarecimento nas escolas de estratégias de prevenção ao uso da droga, permitiram que o crack se espalhasse pelo país inteiro” (2011), portanto não podemos permitir que o mesmo ocorra com o OXI. Devemos correr na frente e fazer o alerta sobre os danos irreversíveis causados pela droga.



 – CRÉDITOS FINAIS


Texto:”Oxi, a euforia letal”
Roteiro e imagens: Marcia passos Tuche


FADE OUT



FIM





OBS: Este trabalho seria apresentado aos adolescentes a partir dos 11 anos de idade. Mas se fosse em outra cidade, como Pelotas por exemplo, deveria ser apresentado as crianças de 9 anos.
Não estou atuando na profissão docente no momento, mas é a realidade social que me levou a escrever sobre este assunto Oxi.
Trabalho realizado com temática DROGA OXI

4 de nov de 2011

Educação


Durante o curso de Pedagogia entende-se que a Educação é um processo que visa à formação humana, ou seja, o objetivo da educação é “formar o homem”. (FÁVERO,1983).
O homem é criador e transformador do seu meio, este transforma a natureza ao seu redor, porém no momento em que ele se vê sem outras formas de criação que o sustente, acaba precisando comunicar-se para que através de uma integração possam surgir novas possibilidades de vida. (FREIRE, 1967)
Neste momento a educação entra como fonte de implantação de sujeitos críticos com desejos próprios, buscando novas expectativas de vida. E através do diálogo surgem novos conhecimentos que relatam experiências de vida que geram um novo processo de ensino-aprendizagem. “Quando um enunciador comunica alguma coisa, tem em vista agir no mundo. Ao exercer seu fazer informativo, produz um sentido com a finalidade de influir sobre os outros”, visando que os sujeitos mudem seu comportamento ou até mesmo de opinião, tornando os sujeitos detentores de um saber a mais. (FIORIN, 2007:74)
Onde o homem torna-se mais reflexivo e responsável, sendo que as experiências enriquecem o ser humano e ajudam os sujeitos a acelerarem o seu amadurecimento, e tornar-se, portanto consciente de suas responsabilidades, desta forma, a Educação e a Conscientização andam juntas neste processo. Sendo que: “A conscientização só é válida se atende às exigências da própria pessoa, isto é, se, no processo de se conscientizar, o valor do homem, o significado da comunicação e o sentido do mundo se adéquam às exigências de humanização”. (FÁVERO, 1983:180)
                E nesta junção de educação básica e conscientização encontramos a educação de base que visa à exigência do ser humano em humanizar-se para que o mundo se torne mais humano e menos individualizado. Assim, “a educação é o processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função de seus interesses”. (PINTO, 2007:29)
            A educação destinada a formar pessoas cidadãs esta ligada a interações e partilhas da construção de vida entre a pessoa que ensina e a que aprende, sendo que “somos o saber que criamos e somos a experiência de partilharmos o saber a cada momento de nossas vidas”. Estes são saberes inacabados, frágeis e crescentes, com isto, compartilhar os saberes e aprender, a saber, nos torna seres humanos. (BRANDÃO, 2002:73)
            Somos seres que aprendem com outras pessoas, e estas possuem círculos de vida diferente dos nossos, sendo que através do diálogo e da interação possamos nos apropriar de novos saberes nos levando a melhorar como seres humanos, nos tornando mais eficiente e racional, para que possamos agir de forma mais produtiva e reflexiva sem destruir o meio onde vivemos. “A educação não é um meio. Ela é um fim cuja finalidade somos nós mesmos”. (BRANDÃO, 2002:78)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FÁVERO, Osmar. Educação Popular Memória dos anos 60. 2° ed. Rio de Janeiro: Grall, 1983

 FIORIN, José Luiz. Linguagem e ideologia. 8 ed, São Paulo:  Ática. 2003
 
 FREIRE, Ana Maria Araújo. Conscientização: Teoria e Prática da Libertação- São Paulo: Cortez & Moraes. 1979
 
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A educação Popular na Escola Cidadã. Petrópolis. ed.Vozes, 2002

PINTO, Alvaro Vieira. Sete Lições sobre Educação de Adultos. 15°ed. São Paulo: Cortez, 2007.

29 de out de 2011

Diversidade e Inclusão

Diversidade e Inclusão
Quando assumimos uma sala de aula, não percebemos os alunos em sua individualidade e sim enquanto um grande grupo e tornamos este grupo em uma única unidade, e na verdade este grupo é constituído de singularidades cada um tem vivências e realidades de vida diferentes, algo que exige do professor um olhar observador para que este possa adequar as suas aulas a todas as realidades.
(...) ignorar a individualidade e argumentar que o grande número de alunos em cada sala de aula não permite a atenção individualizada a cada aluno, tem sido uma das principais causas do fracasso escolar, quando olhado do lado da ação do professor. 
(BRASIL ,2003:18)

Em nosso cotidiano, nos deparamos com crianças que sofrem maus tratos dentro da própria família, vivem em condições de miséria, cheiram cola, outros crescem brincando no computador e sendo assim cada um tem uma realidade que diferencia o processo de aprendizagem. E considerando estas diversidades, não é permitido esquecer-se dos alunos que apresentam deficiência física, mental e outras, e cabe a escola promover uma aprendizagem significativa para seus alunos.
Quando se fala em necessidades especiais, estamos nos remetendo a um currículo que seja flexível e adaptável, pois este deve estar ao alcance do aluno, para que este não seja apenas um vulto perdido na sala ou somente uma vaga preenchida. Contudo,
(...) o que se almeja é a busca de soluções para as necessidades específicas do aluno e, não, ao fracasso na viabilização do processo de ensino aprendizagem. As demanda escolares precisam ser ajustadas, para favorecer a inclusão do aluno.  (BRASIL, 2003:38)

                Adequar o currículo de forma que o aluno que apresenta necessidades especiais possa sentir-se ativo em sala de aula, é a única forma de evitar a exclusão. Embora ainda seja compreensível a falta de experiência por parte dos docentes, pois estes encaram uma nova situação, e cada nova situação é um novo desafio a ser vencido e ainda contam com salas cheias e poucos recursos para não dizer praticamente nada de recursos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL, Seesp/Mec. Ensinando a diversidade: reconhecendo e respondendo as necessidades Especiais. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2003. (Série: Saberes e Práticas da Inclusão)

_________________. Estratégias para a Educação de Alunos com necessidades Educacionais Especiais. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2003. (Série: Saberes e Práticas da Inclusão)

27 de out de 2011

INFÂNCIA


A palavra infantil nem sempre existiu, tratando-se de um novo campo de pesquisa que a partir do século XVIII começou a ser explorado através da observação do ser infantil, tanto que hoje se observa várias formas de investimento a cerca do infantil, sendo necessário conhecê-lo para que se possa agir sobre ele ou até mesmo controlá-lo.
Pode-se dizer que a colocação da infância em discurso sofreu um processo de incitação a partir do século XVI. Movimentadas pela vontade de saber e por mecanismos de uma sociedade disciplinar, múltiplas formas de poder-saber foram desenvolvidas pela civilização ocidental ao longo dos séculos para dizer a verdade infantil. Tornamos a infância uma matéria de grande importância, especialmente a partir do século XVIII. Foi a partir de então que a disseminação de práticas de investimento na vida infantil constituiu toda uma gama de saberes e poderes cada vez mais específicos. (UBERTI, 2006:3)

            Os escritores medievais não faziam a percepção da faze transitória entre infância e idade adulta, pois a criança era vista como adulto imperfeito e por sua vez a infância era tratada de forma imprecisa e desdenhada.
No aspecto negativo, os autores medievais, quase que invariavelmente, preferiam escrever sobre a idade adulta, especialmente a dos homens, ao invés de se dedicar à infância e a adolescência (por razões óbvias, é impossível determinar se a cultura oral das massas seguia as mesmas linhas). (HEYWOOD, 2004:28)

                Mas a partir do século XVII, houve amplas mudanças em relação ao tratamento do ser infante, pois as mães e as amas de leite lançaram a nova forma de tratar as crianças ao senti-las como fonte de prazer e sinônimo de doçura e simplicidade através de seus gracejos, então “um pequeno bando de advogados, padres e moralistas passou a reconhecer a inocência e a fragilidade da infância, e logrou impor uma infância longa entre as classes Médias”. (HEYWOOD, 2004:33)
            No século XVIII os historiadores afirmaram a importância das crianças, com isto, elas deixaram de ser tratadas como adultos imperfeitos e sim de alguém que precisava ser educado, pois a educação pode fazer grande diferença para a humanidade, “noutras palavras, houve uma mudança na esfera cultural, passível de ser atribuída à crescente influência do cristianismo e a um interesse novo pela educação”. (HEYWOOD, 2004:33)
            Mas no final do século XIX e começo do século XX os avanços científicos foram bastante significativos, sendo que as crianças deixaram de ser vistas como papel em branco e a infância passou a ser vista como uma construção social, que nem sempre existiu e por isso merece atenção, sendo que hoje o que entendemos por infância
(...) foi sendo elaborado ao longo do tempo na Europa, simultaneamente com mudanças na composição familiar, nas noções de maternidade e paternidade, e no cotidiano a na vida das crianças, inclusive por sua institucionalização pela educação escolar (...). (COHN, 2005:21)

            Devido ao fato de infância ser uma construção social, “a família torna-se o lugar onde se inscrevem determinadas formas de transmissão de valores, pois deve favorecer o período da infância” e as relações entre pais e filhos dá-se de forma “codificada e organizada”. (UBERTI, 2006:5)
            Sendo que as crianças não são meros reprodutores de cultura, pois cada criança reinterpreta de uma maneira muito específica as culturas que lhes são passadas, e com isto produzem sua própria cultura.

Contudo, podemos inferir que a variedade de vivências e contextos socioculturais das crianças permite-nos falar não numa infância, mas em infâncias, que são múltiplas e plurais nas suas diversas formas de manifestações e produções culturais. (FILHO, 2005:13)

E através das Ciências Humanas se observa, e se investigam os sujeitos e suas condutas possibilitando o governo intervir sobre a população, já que há uma preocupação do governo em relação à família e os comportamentos individuais que existem em seu interior. Surgiu então a preocupação com a saúde, sendo que é através desta que o governo busca controlar a produção desenfreada de homens e mulheres, já que devido a este fato ocorrem grandes desestruturas no setor econômico, com isto a quantidade de pessoas que possa dar melhores condições de vida as pessoas, ainda que::

Tal modificação no âmbito do poder é possibilitada pelo código de normalização das Ciências Humanas. São as técnicas das Ciências Humanas que conformam saberes do sujeito. Saberes que explicam, julgam, traduzem, determinam as suas ações, analisam as suas condutas, programam atitudes, e intervém possibilitando o governo das subjetividades dos indivíduos e da população. Este código de normalização, que institui a disciplina, possibilita o controle e a regulação de forma diferenciada. A família, a delinqüência, os comportamentos individuais situam-se como problemas no interior da racionalidade governamental e passam a fazer parte de seus investimentos. (UBERTI, 2006:3)

Para que este processo de melhoria de vida das pessoas ocorra torna-se necessário investigar a infância e todo seu processo para que nela se possa intervir, pois se acredita que a criança sendo protegida, sinta-se melhor e reproduza bons resultados.

É frente a esse investimento na vida que a infância torna-se um problema. Além da necessidade de manter a sobrevivência das crianças, é necessário que este período torne-se útil. (...) O infantil passa a ser visualizado e enunciado como problema. Isso implica numa necessária intervenção na reprodução dos indivíduos, nos nascimentos e, consequentemente, na condução destes que vieram ao mundo, brotaram, manifestaram-se. A infância torna-se objeto de análi-se e intervenção. Proliferam-se infinitos meios para controlá-la, numa rede de discursos que a investiram. (UBERTI, 2006:4)


          Contudo, nas mais diferentes formas de ver a infância têm diversas finalidades que vão desde o bem estar, a produção de saberes da criança até a regulação destes futuros cidadãos, mas na verdade suas vozes, seus desejos e suas necessidades continuam sendo silenciadas, pois são os adultos que as descrevem e as observam e cada sujeito carrega uma forma muito particular de ser e estar no mundo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COHN, Clarice. Antropologia da Criança. Rio de Janeiro, RJ, Ed. Cromosete, 2005, p.21
HEYWOOD, Colin. Uma História da Infância. Ed. Artmed, 2004, p.28
_______, Colin. Uma História da Infância. Ed. Artmed, 2004, p.33
UBERTI, Luciane. Infância Tornada Problema. VI seminário de Pesquisa em educação da Região Sul. Anped Sul. Santa Maria, RS, 2006, p.3
_______, Luciane. Infância Tornada Problema. VI seminário de Pesquisa em educação da Região Sul. Anped Sul. Santa Maria, RS, 2006, p.4
_______, Luciane. Infância Tornada Problema. VI seminário de Pesquisa em educação da Região Sul. Anped Sul. Santa Maria, RS, 2006, p.5
FILHO, Altino José Martins. Criança Pede Respeito. Porto Alegre, RS,Ed. Mediação, 2005, p.13.